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HISTÓRICO

O professor e maestro Ernani Braga, liderando outros ilustres músicos da época, desenvolveu uma campanha em prol da criação do Conservatório Pernambucano de Música, como um meio de elevar o nível de ensino da música, através da educação musical. O deputado Arruda Falcão quis ser o intérprete deste grupo e apresentou o projeto de criação do Conservatório Pernambucano de Música à Assembleia Legislativa, onde foi aprovado. Com sede na cidade do Recife, a sua fundação deu-se em 17 de julho de 1930 e seria administrado pelo Diretor – o maestro Ernani Braga – e pela Congregação dos Catedráticos, todos em caráter definitivo.

No primeiro Estatuto do Conservatório Pernambucano de Música, aprovado pela Congregação dos Catedráticos em 1º de agosto de 1930, constavam os seguintes objetivos da entidade:

  • Difundir o ensino teórico e prático da música, acessível a todas as classes sociais;
  • Criar uma biblioteca e um museu da música;
  • Cordas Friccionadas: Contrabaixo Acústico, Violino, Viola e Violoncelo.
  • Formar o orfeão e a orquestra do Conservatório.

Iniciava o Conservatório as suas atividades oferecendo cursos de teoria e solfejo, canto coral, harmonia, piano, violoncelo e canto harmônico, sendo as disciplinas teóricas, de canto coral e harmonia, ministradas coletivamente e as disciplinas de instrumento e canto lecionadas individualmente.

Através da Portaria nº 202, de 09 de março de 1941, do Secretário do Interior, foi aprovado o Regulamento que mantinha os objetivos iniciais do Conservatório, inclusive aqueles que visavam criar uma biblioteca e um museu de música e formar o orfeão e a orquestra, podendo-se inferir que, após quase 11 (onze) anos de funcionamento. Quando Pernambuco sofreu intervenção federal, o interventor Governador Agamenon Magalhães nomeou nova Diretoria e, em 22 de março de 1941, transformou a entidade em Autarquia Administrativa – Conservatório Pernambucano de Música, através do Decreto nº 603, vinculando-a à Secretaria do Interior.

A REORGANIZAÇÃO DO ENSINO E DAS ATIVIDADES MUSICAIS

Assim organizado, o Conservatório prossegue suas atividades até que, em 14 de fevereiro de 1968, pelo Decreto nº 1.490 o então Governador do Estado Dr. Nilo de Souza Coelho aprovava outro Regulamento que estabelecia como finalidade do Conservatório a incrementação do bom gosto musical e a difusão e popularização do ensino teórico e prático da música, nos níveis elementar e médio, para todas as classes sociais. O regulamento previa cursos de Iniciação Musical, Ginástica Rítmica, Teoria e Solfejo, Canto, Canto Coral, Harmonia e História da Música, Piano, Violino, Viola, Violoncelo, Contrabaixo, Flauta, Oboé, Clarinete, Fagote, Trompa, Trompete, Trombone e Percussão. Previa a organização de: um quarteto de cordas – para incrementar o gosto pelo estudo da música de Câmera; um coral estadual com repertório religioso, erudito, folclórico e popular; uma banda de música infanto-juvenil; festivais e concursos regionais e nacionais de música erudita e popular.

A REESTRUTURAÇÃO ORGANIZACIONAL

O Conservatório Pernambucano de Música, atualmente está vinculado à Secretaria de Educação do Estado. Para atender as novas demandas internas e externas do ensino musical, o Conservatório entrou em nova fase de reestruturação organizacional, em agosto de 1989, buscando adequar-se à nova realidade e aos desafios que, no final de século por certo, haveriam de surgir, passando por uma ampla reforma administrativa e pedagógica concluída em 1990, cujo envolvimento dos professores e dos profissionais de música na condução dos trabalhos constituiu o elemento de maior força criativa na concepção de novo modelo organizacional. Hoje o CPM tem como atividade principal o ensino da música, através da promoção dos seguintes cursos: Iniciação Musical, Preparatório, Técnico e Extensão, além de oferecer Máster Class e Workshops.

Vale assinalar o nome de todos aqueles que exerceram a direção do Conservatório Pernambucano de Música, empreendendo uma incessante luta em prol da formação musical dos alunos:

  • Ernani Braga – fundador (1930 – 1939)
  • Manoel Augusto dos Santos (1939 – 1967)
  • Cussy de Almeida (1967 – 1979)
  • Henrique Gregori (1979 – 1983)
  • Clóvis Pereira dos Santos (1983 – 1987)
  • Elyanna Silveira Varejão (1987 – 1990)
  • Cussy de Almeida (1991 – 1994)
  • Elyanna Silveira Varejão (1995-1998)
  • Jussiara Albuquerque C. de Oliveira (1999-2006)
  • Sidor Hulak (2007 – 2015)
  • Roseane Hazin C. de Melo (desde 2015)

O Conservatório Pernambucano de Música tem os seguintes grupos musicais: Grupos Acadêmicos, Grupos Representativos e Grupos Vinculados, quais sejam:

Grupos Acadêmicos: Orquestra de Frevo do CPM, Banda Sinfônica do CPM;

Grupos Representativos: Sagrama, Allegretto e Orquestra Retratos do Nordeste;

Grupos Vinculados: Quarteto Vicente Fitipaldi, Saracutia, Galho Seco e Quinteto de Sopros Arrecife.

Programas/Projetos//Eventos desenvolvidos pelo Conservatório Pernambucano de Música:

  • Programa Orquestrando Pernambuco;
  • Programa Banda de PE;
  • Projeto Quartas Musicais;
  • Projeto Cesta de música;
  • Projeto Palco para Todos;
  • Projeto Circulação de Música de Câmara;
  • Semana da Música;
  • Dia Nacional do Choro;
  • Dia do Acordeon;
  • Festival de Música Instrumental;
  • CPM no Festival de Inverno de Garanhuns

Informações atualizadas em 08.08.2019

Informações Atualizadas em 31.10.2019